Paralisação cobra melhorias na permanência estudantil e estrutura universitária
O movimento grevista iniciado por estudantes da Universidade Estadual de Campinas ganhou força e já mobiliza pelo menos 20 cursos no campus principal, conforme dados divulgados pelo Diretório Central dos Estudantes. A Unicamp vive um momento de intensa mobilização estudantil que começou na quarta-feira (7), quando as primeiras assembleias deliberaram pela adesão à paralisação.
As reivindicações do movimento estudantil abrangem diversos aspectos da vida acadêmica. Os estudantes exigem ampliação de bolsas e políticas de permanência, melhorias no sistema de transporte interno e entre os campi, maior acesso a serviços especializados de saúde e saúde mental, além da implementação do Serviço de Atenção à Violência Sexual no campus de Limeira.
Adesão massiva em Campinas e Limeira
Entre os cursos que aprovaram a greve no campus de Campinas estão Arquitetura, Licenciatura Integrada de Química e Física, Engenharia de Alimentos, Midialogia, Música, Artes Cênicas, Dança e Artes Visuais. A lista inclui ainda Biologia, Farmácia, Geologia, Geografia, Engenharia de Controle e Automação, Fonoaudiologia, Economia e Ciências Sociais.
Outros cursos que aderiram ao movimento são História, Profis, Engenharia Mecânica, Pedagogia, Química, Letras, Linguística, Estudos Literários, Medicina, Computação, Física e Filosofia. Novas assembleias ainda podem ampliar essa lista com a participação de outros centros acadêmicos.
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No campus de Limeira, aproximadamente 3 mil estudantes também suspenderam as atividades acadêmicas na semana anterior. O Sindicato dos Servidores da Unicamp demonstrou solidariedade ao movimento e aderiu à paralisação, afetando 23 setores da universidade.
Pautas centrais do movimento
O movimento estudantil concentra suas demandas em questões estruturais que impactam diretamente a permanência e qualidade de vida dos alunos. As principais reivindicações incluem a criação de espaços físicos adequados para centros acadêmicos e diretórios, o fim da terceirização de serviços essenciais e o posicionamento contrário à autarquização do Hospital de Clínicas.
Segundo os representantes estudantis, a greve deve prosseguir até que a administração da Unicamp apresente respostas concretas às demandas apresentadas. O movimento prioriza especialmente as questões relacionadas à moradia estudantil e às políticas de permanência na universidade.
Posição da reitoria
A Reitoria da Unicamp se pronunciou sobre a situação, informando que mantém canal de diálogo permanente com as entidades estudantis e as direções das unidades acadêmicas. A administração universitária reafirmou seu compromisso em buscar soluções que atendam aos interesses de toda a comunidade acadêmica através do consenso.



